Final de ano... outra vez! É impressão minha, ou ele estão chegando cada vez mais rápidos! Meu Deus, ciao 2008!!!! Quando era criança fazia as contas de quantos anos teria no ano 2000... hehehe quanta ingenuidade...
Bom, mas por estes dias fui entrevistar uma taróloga. Pedimos as previsões para o próximo ano. Em tempos de crise, aumenta a fé em tudo, Deus, pai de santo, vidente, até político ganha crédito, tamanha a vontade de ter esperança. hehe
Logo de cara a mulher me convenceu que era boa. Fez uma "brincadeira" para descobrir minha personalidade. No primeiro número, ela disse: "você é intelingentíssima". Nossa, na mosca!!!! hahahahahaha Mas depois ela deu uma bola fora. "Você é tão quietinha, mas as cartas indicam uma faladeira". Imagina, eu, matraca???? Que é isso!!!! hehehehe
As previsões? Ah, assista ao jornal IPC, no dia 2 de janeiro... hahahahaha
20 de dezembro de 2008
28 de novembro de 2008
cultura inútil
A arte de escrever bem ("shodo"), assim como muitas outras tradições milenares, estão caindo em desuso. Os jovens japoneses não ligam mais para essas "futilidades". Cada passo, na cultura oriental, é meticulosamente preparado. Todos os gestos são propositais. Não há espaço para o improviso. Há técnicas. Há seriedade. Há leveza, beleza, razão... Se continuar como vai, virarão pinturas em muros de cavernas, quadros em museus empoeirados, coleções particulares para relembrar o passado...
Em uma nota mais alegre, sabe como se diz "pincel" em japonês? "Fudê" hahahaha E eles ainda querem que a gente leve a sério...hahahaha
aí vai 2008...
Coitado! Até o Papai Noel teve que embarcar nessa história de 100 anos de imigração!!!!
Graças a Deus o ano está acabando e vou parar de falar do centenário!!! Esse ano, tudo teve a ver com a data. Uma celebração mais chinfrim que a outra e muita criatividade para escrever matérias sem parecer a mesma...
Sem contar que os japoneses, compreensivelmente, não têm muito orgulho desse tempo, afinal eles passavam por uma crise violenta que acabou levando muitos dos seus cidadãos a viver em outros países...
Não tô desmerecendo a importância histórica, política, financeira e etc... Acho mesmo que é um marco que merece holofotes e serpentinas... Mas o gás tá acabando... hehehe
Não vejo a hora de voltar ao tema predileto dos japas nos últimos anos: o tal de tabunka kiyosei, ou intercâmbio multicultural! hahahaha O divertido é que eles falam em "multiculturas", mas quase sempre a platéia e os palestrantes são todos japoneses. As raras exceções de outras partes geralmente estão bem inseridas no sistema nipônico e falam muito bem o "nihongo"... Pensando bem, isso é triste hahahaha
15 de outubro de 2008
dia dos professores...
Magistério, ô profissãozinha difícil! :0
No meu tempo, eu lembro que ela era muito respeitada, ainda. Mas agora vejo a educação cada vez mais destratada, desprezada, humilhada. O salários são uma vergonha. Os horários impossibilitam o reaprendizado, o cuidado necessário. Muitas escolas visam, pura e simplesmente, o lucro e o proveito máximo dos professores, deixando de lado a preocupação com a qualificação, exigindo apenas resultados. As escolas públicas são uma vergonha...
Mas esse problema, infelizmente, não é um "privilégio" dos brasileiros. Em países do primeiro mundo a situação não é muito diferente, há diferenças, óbvio, mas o tratamento dos nossos educadores é muito semelhante.
Nos Estados Unidos, estudei em uma "faculdade da comunidade" (comunity college), que é o ensino superior à disposição dos que não conseguiram notas suficientes para entrar em uma grande universidade, ou mesmo daqueles que nunca frequentaram os bancos da escola. É melhor do que nada, uma oportunidade para que todos possam concluir os estudos, uma vez que é convenientemente barata aos cidadãos americanos. Muitos estrangeiros passam por estas faculdades por um ou dois anos para pleitear uma vaga nas universidades (lá não há vestibular, somos "aceitos" mediante as nossas qualificações). Meus colegas de classe, em sua maioria, eram trabalhadores e acredito que muitos não tenham terminado o ensino médio. O nível era baixíssimo. Uma tristeza. Isso é fruto do sistema de ensino, que permite aos alunos escolher as matérias que querem estudar. Isso tudo, claro, generalizando porque senão ficaríamos aqui uma vida inteira discutindo todos os pormenores.
O que eu achava interessante é que os alunos podem marcar hora, fora da aula, para falar com os mestres, pedir conselho, dirimir dúvidas. Os professores têm um escritório e não dão aulas o dia todo para ter tempo. Essa é uma das diferenças com o nosso Brasil. Mas não via meus colegas se aproveitando desta oportunidade. E o progresso deles era lento e praticamente infrutífero... A meu ver, o problema vinha da base...
No Japão, os pequenos também sofrem. No ensino fundamental todos passam de ano, o que importa é a idade e não o conhecimento ou a falta dele. Para entrar nas escolas de ensino médio públicas há uma seleção por meio de provas, uma espécie de vestibular. A menos que a família esteja muito interessada, as crianças passam os anos sem se empenhar e, quando cobradas, não dão conta do recado. Aos que não são selecionados restam as escolas privadas, caríssimas. A cada ano cai o número de estudantes nos colegiais e mais ainda nas faculdades. Tudo isso, claro, a grosso modo.
Os pais brasileiros aqui no Japão parecem ver a educação como uma despesa e não um investimento e isso dificulta o incentivo aos interessados.
O ensino na Europa, de um modo geral, parece ser melhorzinho, mas não tenho muito como avaliar. Acompanho os meus sobrinhos, que estudam na Holanda, e me parece que há um esforço grande para que aprendam. O que parece comum na Europa é o interesse da família. Existe uma preocupação desde muito pequenos sobre o futuro, sobre qual escola as crianças vão frequentar amanhã. Tenho amigos jovens na Inglaterra, França, Alemanha e Áustria que são capazes de discutir os mais variados assuntos e aparentam ter senso crítico. Em 1999, portanto antes da União Européia, viajei de trem por 16 horas com uma professora italiana de ensino fundamental. As queixas dela me pareceram muito familiares: salário baixo, excesso de alunos e trabalho. A Itália enfrentava sérios problemas financeiros na época. Isso, generalizando.
O que estou tentando é ilustrar a grande questão do nosso tempo. No terceiro milênio, essa crise mundial, para mim, é fruto de uma só desgraça: o descaso com a educação.
A democracia absoluta só será possível quando todos tivermos a mesma oportunidade de pensar, criticar. Os jovens de hoje parecem nem ter opinião! (para o que interessa e não qual cantor de hip hop é mais popular) Não sabem decidir se gostam mais de português ou matemática! Que dirá escolher um prefeito, um senador, um presidente!
Cabe aos adultos guiar os caminhos que vão levá-los às suas próprias escolhas e não ao que é generalizado. O mundo é uma massa que se espreme para andar na mesma estrada enquanto as outras vias ficam abandonadas. Com tantas opções, o mais "fácil" é o rei da parada...
Cabe implorar aos distribuidores de conhecimento que não desistam dessa batalha quase perdida... Por mais que pareça injusto. Por piores que sejam as feridas. Os livres-pensadores são a solução dessa guerra miserável.
Nossa, comecei pensando em uma singela homenagem! hahahaha
Mas é melhor parar por aqui, que isso já está virando tese!
Viva os professores! Hang in there! Gambatte! Seja o que Deus quiser... hehehe
3 de outubro de 2008
ping-pong a la matrix
Olha só que vídeo engraçado... Me mandaram por e-mail, parece que saiu em uma tv japonesa. Nossa, super-informativo hahahaha Acho que vou estudar jornalismo.
Bom, o que interessa é que o vídeo é "porreta" hehehe
2 de outubro de 2008
uma década
ironia
Para quem ainda não havia entendido o sentido desta palavra, aí vai:
"Presidente Lula assina acordo ortográfico"
hahahaha
26 de setembro de 2008
a (i) responsablidade da notícia...
Há alguns dias li uma manchete na Folha online que me deixou preocupada. Era mais ou menos isso: "Americanos expulsam embaixador da Bolívia". Ora, para quem não está acompanhando a zona que acontece por lá neste momento e já não morre de amores pelos Estados Unidos, a notícia é, no mínimo, tendenciosa. E perigosa.
Por quê? Porque o ato foi uma retaliação ao governo boliviano que expulsou o embaixador americano. Lei da reciprocidade. Expulsou o meu, expulso o seu. Pura e simplesmente. Sem entrar no mérito de quem tem razão neste conflito, a manchete é irresponsável. E esta não é a função do jornalismo.
Enfim, a mídia hoje ganhou tanta importância que nos guia, manada de apressados tentando terminar o dia, cegamente. Muito apressados, lemos tudo muito rápido, engolimos informações subliminares que prejudicam o nosso bom senso. E eu falo isso como jornalista.
São tantos os casos em que o sensacionalismo determina os culpados antes que sejam examinados todos os fatos que nem preciso citar exemplos. Falo isso como leitora.
Não faz muito tempo, vi vários carros de polícia correndo com sirenes ligadas. Eram mais de dez! Fui atrás, verificar se havia notícia. Os carros estacionaram em uma rua em que vivem muitos brasileiros.
Já havia uma pequena multidão observando o entra e sai em um apartamento. Uma mulher vem, cercada por policiais e gente estranha, falando em voz alta. Parecia indignada e ouvi o seguinte: "O que ele está pensando? Filha minha, não! Eu sempre achei que ele queria alguma coisa com ela!"
Alguns vizinhos se agrupavam perto de onde eu estava e os comentários eram mais ou menos assim: "Nossa, o fulano, quem poderia imaginar? Parecia tão bonzinho". O julgamento havia começado. E terminado. Veredito final, o rapaz era "o estuprador".
Encontrei um pastor evangélico que conheço de outras matérias e fui perguntar o que acontecia. Ele me informou que a mãe chegou em casa e não encontrou a filha. Daí dirigiu-se à casa do "estuprador" e encontrou a filha "desmaiada" e sem calças na cama do rapaz. A menina disse à mãe que "não sabia como havia parado lá e que havia tomado um suco". A mãe imediatamente chamou a polícia e afirmava que a filha havia sido dopada. Crime contra menores, principalmente sexuais, são muito graves aqui no Japão, daí a quantidade de policiais.
Um rapaz saiu do apartamento do "estuprador" acompanhado de um policial. Parecia muito bravo e, quando me viu, ameaçou quebrar a minha câmera. Eu disse que não queria prejudicá-lo e desliguei o aparelho. Eu me identifiquei e disse que não estava contra ele, mas queria entender o que estava acontecendo. Ele se acalmou e me contou que "a menina veio transar com o meu irmão, a mãe descobriu, e agora está dizendo que não sabia de nada".
Um policial saiu carregando uma caixa de suco e um copo. Em seguida, a menina, com cara de sono, saiu do apartamento e entrou em um carro da polícia. Foram todos para a delegacia. O suco seria testado e o casal, examinado.
Meu sexto sentido dizia que a história estava mal contada. Falei com alguns adolescentes que deram risada porque a "estuprada" era bastante conhecida pelos meninos! Alguém afirmou que ela "havia transado com todos da escola".
Às vezes a má fama pode trazer muitos problemas de antemão. Eu não posso afirmar que ela não poderia ter sofrido uma agressão. Acho perfeitamente possível, mas havia muitos furos nessa história. O que ela estava fazendo na casa do rapaz? Em plena luz do dia ela teria que ser carregada e, pela quantidade de pessoas observando a movimentação, seria difícil que alguém não notasse. Como a mãe sabia exatamente onde ela estava?
Alguns dias depois os resultados dos exames não indicavam qualquer substância estranha no suco ou no casal. Tudo indica que a menina preferiu continuar a farsa a enfrentar a ira da mãe.
Mas o dano já havia sido feito. O rapaz já havia ganho fama. Fosse ou não culpado.
Pensei em dar a "notícia" completa, até o final, para alertar os meninos. Por exemplo, o que teria acontecido se eles tivessem se drogado antes de transar? O menino, certamente, seria condenado como estuprador! Mas o meu medo foi dar "idéias" às meninas mais "espertas" que poderiam criar esse tipo de situação para prejudicar algum rapaz deliberadamente. Isso é perfeitamente possível. Sobretudo aqui, onde a noção de certo e errado é muito obscura.
O peso da responsabilidade me fez arquivar a notícia. Às vezes, é melhor não tornar público e é melhor cuidar para que as manchetes sejam chamativas, mas não flamejantes.
16 de setembro de 2008
Indiana Jones japonês!
Olha só o que eu encontrei, o Indiana Jones japonês!!!! hehehe Ele é o senhor Yoshihiko Yamaguchi, antropólogo e biólogo que passou os últimos 30 anos indo e vindo a/da Amazônia.
Ele colecionou mais de 25 mil artigos amazonenses durante este período de tempo e trouxe tudo para o Japão! Algumas peças não são mais encontradas no Brasil! Quando perguntei de que forma ele adquiriu os artigos ele respondeu "por meio de troca e presentes". Brinquei e disse: "por espelhinhos"? Ele falou todo sério que trocou por ferramentas, como facões e enxadas...
O senhor Yamaguchi colocou tudo em um museu, na província de Yamagata, e pretende emprestar para a cidade de Oizumi, um pouco de cada vez, para que japoneses passando por aqui possam apreciar o trabalho dos nosso índios! Ah, os brasileiros também serão bem-vindos e poderão ver o que nem tem mais no nosso próprio país!
Eu admiro a paciência e o trabalho dele, nada contra pessoalmente, mas o descaso das nossas autoridades é impressionante!
5 de setembro de 2008
Sado
O pessoal da ilha é muito legal, inclusive os brasileiros. Essa turma estava numa barraca de churrasco grego! Trabalham e se divertem juntos! A maioria não quer mais sair de Sado.
Essa é a balsa que me levou de volta pra ilha principal. Vai e volta cheia de carros, caminhões, gente... como é que pode? como é que não afunda? acho que deveria ter prestado mais atenção nas aulas de física... hehehe
A viagem é longa e cansativa, mas é tão bom ver o mar...
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